Drenagem Linfática no Pós Operatório
Criada nos anos 30 pelo dinamarquês Voldder e sua esposa, a
drenagem linfática é uma técnica de massagem que proporciona a redução de
líquidos acumulados no organismo e, quando realizada depois de uma plástica,
reduz o edema (inchaço), ou seja, é obrigatória nesse período.
Após uma plástica, a
drenagem linfática é obrigatória, já que ato cirúrgico causa algumas lesões no
corpo que provocam o extravasamento de líquidos do interior das células para a
camada abaixo da pele e à formação de cicatrizes e hematomas. A drenagem
linfática distribui este líquido para os gânglios e com isso diminui o inchaço
da região operada, além de ajudar a reabsorção de hematomas, acelerando o
processo de cicatrização do corpo e diminuindo o risco de infecções
secundárias. Indicada após a maioria das cirurgias plásticas, a drenagem se faz
necessária devido à grande destruição de vasos e nervos causados pelas
intervenções, que podem gerar edemas, dor e diminuição da sensibilidade
cutânea, ou seja, desconforto ao paciente. De maneira geral, a drenagem
linfática realizada no pós-operatório imediato promove melhora do desconforto,
afinal melhora a congestão tecidual e contribui também para o retorno precoce
da normalização da sensibilidade cutânea local.
Por
que após a cirurgia ficamos inchados?
Nos traumas mecânicos, como na cirurgia plástica, pode haver alterações
estruturais ou funcionais dos vasos linfáticos, causados normalmente por
compressão (hematoma, fibrose). “Essa obstrução mecânica modificará o
equilíbrio, resultando inevitavelmente em edema, que é definido como acúmulo de
excesso de líquido no espaço intersticial como resultado de quebra do
equilíbrio entre a pressão interna e externa da membrana celular ou uma
obstrução do retorno linfático e venoso”. Sendo o
principal objetivo da drenagem linfática, drenar o excesso de líquido acumulado
nos espaços intersticiais, de forma a manter o equilíbrio das pressões
tissulares e hidrostáticas.
Como
ela deve ser feita?
Indicada principalmente após a ritidoplastia, rinoplastia, blefaroplastia,
preenchimento de rugas e sulcos, lipoaspiração, abdominoplastia, cirurgia de
mamas e outros procedimentos que possam desencadear um edema que persiste por
mais de dois dias. Mas é importante salientar que em casos de inflamação dos
vasos linfáticos, veias ou outros problemas venosos, a drenagem é
contraindicada. A drenagem é realizada através de massagem lenta e delicada,
além de diminuir o processo inflamatório causado pelo trauma, a drenagem retira
o excesso de água (edema), toxinas e detritos locais (proteínas). O ideal é que
se iniciem as sessões após as primeiras 48hs depois da cirurgia, sempre após liberação
médica, pois ele vai avaliar cada caso e fazer a liberação. “Ela deve respeitar
os moldes clássicos de drenagem linfática manual estabelecidas
internacionalmente pelo Instituto Alemão de Linfologia, ou seja, nunca usará
cremes ou óleos, sempre será de leve a extremamente leve, nunca deverá causar
dor ou desconforto algum para o paciente e os movimentos serão sempre rítmicos
e repetitivos.
São indicadas de seis a 20 sessões, de acordo com a indicação médica.
Antes
também é legal!
No pré-operatório, a drenagem linfática é utilizada para estimular o sistema
linfático, para que após o ato cirúrgico, o tecido que não for lesionado possa
responder de forma mais eficiente. Normalmente as aplicações iniciam-se, no
mínimo, uma semana antes da cirurgia e em dias alternados, sendo que a última
aplicação deverá coincidir com a véspera do procedimento cirúrgico. Assim, todo
o sistema linfático estará mais ativo e com maior capacidade de resposta
durante o pós-operatório imediato.
Curiosidades da Laserterapia em procedimentos Pós-Cirúrgicos
Aplicações:
CIRURGIA PLÁSTICA
A laserterapia ameniza e/ou previne todas as intercorrências
comuns no pós-operatório relacionado às cirurgias plásticas. Dentre elas, o
previsível processo inflamatório e o prematuro restabelecimento do equilíbrio
das regiões agredidas.
QUELÓIDE
Ao acelerar o processo de cicatrização, o laser induz um
ambiente desfavorável à formação de quelóides. Entretanto, se o quelóide já
está formado, uma outra técnica utilizando a laserterapia, denominada, Terapia
fotodinâmica tem se mostrado eficiente na maioria dos casos.
DORES
É um dos grandes benefícios no pós-operatório. A aplicação
da laserterapia equivale à ingestão do analgésico Viox. O laser conseguiu resultados
satisfatórios no tratamento de algias crônicas, insolúveis à outras terapias.
DRENAGEM LINFÁTICA
Além de proporcionar os benefícios da massagem manual, ao
irradiar o corpo, o laser restabelece a saúde das células.
CICATRIZES
Quando irradiado pelo laser o reparo das incisões cirúrgicas
são visivelmente melhores. O excelente aspecto estético é uma herança
incondicional desta terapia. Fatos notoriamente observados nos casos de
queimaduras.
Alguns Resultados de Procedimentos Pós-Cirúrgicos Somados a Técnicas de Laserterapia
com atendimento pós-operatório imediato domiciliar
Cliente de 52 anos. Iniciou pós cirúrgico com 48 horas, 3 sessões semanais.
Cliente de 33 anos. Iniciou pós cirúrgico com 48 horas, 2 sessões semanais.
Cliente de 32 anos. Iniciou pós cirúrgico 5 dias após cirurgia com 2 sessões semanais.
Cliente de 34 anos. Iniciou pós cirúrgico 40 dias após cirurgia com 2 sessões semanais.
Evidências Clínicas dos Efeitos Terapêuticos na Laserterapia
ou Fototerapia.
Analgesia. É o
mesmo efeito conseguido pela acumputura. São fatores químicos bioativos
resultantes da conseqüente ação da luz no processo fotoquímico citado acima,
como sobre a histamina, seratonina, prostaglandinas e cininas
plasmáticas (bradicinina), que são fatores analgésicos fisiológicos e também a
elevação do coeficiente de endorfinas no SNC (Sistema Nervoso Central)
demonstrado por Benedicentte em 1982 o que eleva o limiar de excitação dos
terminais nociceptores para o bloqueio da resposta dolorosa provocada por
diversos agentes. Outra ação analgésica ocorre devido a ação da radiação na
troca iônica da Na e K no potencial elétrico da membrana nervosa.
Efeitos
antiinflamatórios (Biomodulador) também em conseqüência da modulação das
aminas vasoativas como histamina e serotonina na fase imediata, nas cininas na
fase precoce e nas prostaglandinas na ação duradoura.
Efeito antiedematoso,
pelos fenômenos citados acima, relacionados à microcirculação e à ação
fibrinolítica.
Efeito bioestimulador
e trófico tecidual, devido ao incremento da produção de ATP, proteínas,
estímulo a microcirculação,DF, colágeno, angiogênese, etc.
Enfim, o laser atuará na cicatrização e regeneração de todos
os diferentes tecidos do corpo humano, como fibras nervosas, ossos e todos os
tecidos moles. A pouco divulgada, a laserterapia de baixa potência está
revolucionando os processos terapêuticos em diversas disfunções fisiológicas da
saúde, sejam resultantes de intervenções cirúrgicas, sejam de patologias
(doenças).
Dentre as fotobiomodulações induzidas pela laserterapia
estão:
- acréscimo da microcirculação arterial : Vasodilatação +
angiogênese.
- incremento dos fluxos venoso e linfático: Redução de
edemas.
- aumento do nr. De leucócitos para fagocitose e interferon
(vírus), polimorfonucleares
(detritos).
- ampliação da taxa de divisão celular.
- acerela processo de regeneração epitekial.
- eleva a taxa de produção de colágeno.
- aumenta a circulação periférica e taxa de cicatrização.
- reduz a formação de quelóides e marcas de cicatrizes.
- estimula o crescimento de pelos e cabelos.
- reduz dores reumáticas e inflamações articulares.
- estimula o Fator de Crescimento (GF).
- elevação do nr. E da atividade dos lisossomos, com
ativação da hidrólise que produz a digestaão intracelular e catálise.
- maior captação de uridina, síntese ativa de RNA, e conseqüente
estimulação na produção de DNA.
OBS: Obviamente, por se tratar de uma “terapia”, tem suas
indicações, contra-indicações, cuidados e índices de sucesso.