domingo, 1 de julho de 2012

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL SOMADO A LASERTERAPIA

Drenagem Linfática no Pós Operatório

          Criada nos anos 30 pelo dinamarquês Voldder e sua esposa, a drenagem linfática é uma técnica de massagem que proporciona a redução de líquidos acumulados no organismo e, quando realizada depois de uma plástica, reduz o edema (inchaço), ou seja, é obrigatória nesse período.
          Após uma plástica, a drenagem linfática é obrigatória, já que ato cirúrgico causa algumas lesões no corpo que provocam o extravasamento de líquidos do interior das células para a camada abaixo da pele e à formação de cicatrizes e hematomas. A drenagem linfática distribui este líquido para os gânglios e com isso diminui o inchaço da região operada, além de ajudar a reabsorção de hematomas, acelerando o processo de cicatrização do corpo e diminuindo o risco de infecções secundárias. Indicada após a maioria das cirurgias plásticas, a drenagem se faz necessária devido à grande destruição de vasos e nervos causados pelas intervenções, que podem gerar edemas, dor e diminuição da sensibilidade cutânea, ou seja, desconforto ao paciente. De maneira geral, a drenagem linfática realizada no pós-operatório imediato promove melhora do desconforto, afinal melhora a congestão tecidual e contribui também para o retorno precoce da normalização da sensibilidade cutânea local.
Por que após a cirurgia ficamos inchados?
          Nos traumas mecânicos, como na cirurgia plástica, pode haver alterações estruturais ou funcionais dos vasos linfáticos, causados normalmente por compressão (hematoma, fibrose). “Essa obstrução mecânica modificará o equilíbrio, resultando inevitavelmente em edema, que é definido como acúmulo de excesso de líquido no espaço intersticial como resultado de quebra do equilíbrio entre a pressão interna e externa da membrana celular ou uma obstrução do retorno linfático e venoso”. Sendo o principal objetivo da drenagem linfática, drenar o excesso de líquido acumulado nos espaços intersticiais, de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas.
Como ela deve ser feita?
          Indicada principalmente após a ritidoplastia, rinoplastia, blefaroplastia, preenchimento de rugas e sulcos, lipoaspiração, abdominoplastia, cirurgia de mamas e outros procedimentos que possam desencadear um edema que persiste por mais de dois dias. Mas é importante salientar que em casos de inflamação dos vasos linfáticos, veias ou outros problemas venosos, a drenagem é contraindicada. A drenagem é realizada através de massagem lenta e delicada, além de diminuir o processo inflamatório causado pelo trauma, a drenagem retira o excesso de água (edema), toxinas e detritos locais (proteínas). O ideal é que se iniciem as sessões após as primeiras 48hs depois da cirurgia, sempre após liberação médica, pois ele vai avaliar cada caso e fazer a liberação. “Ela deve respeitar os moldes clássicos de drenagem linfática manual estabelecidas internacionalmente pelo Instituto Alemão de Linfologia, ou seja, nunca usará cremes ou óleos, sempre será de leve a extremamente leve, nunca deverá causar dor ou desconforto algum para o paciente e os movimentos serão sempre rítmicos e repetitivos. São indicadas de seis a 20 sessões, de acordo com a indicação médica.
Antes também é legal!
          No pré-operatório, a drenagem linfática é utilizada para estimular o sistema linfático, para que após o ato cirúrgico, o tecido que não for lesionado possa responder de forma mais eficiente. Normalmente as aplicações iniciam-se, no mínimo, uma semana antes da cirurgia e em dias alternados, sendo que a última aplicação deverá coincidir com a véspera do procedimento cirúrgico. Assim, todo o sistema linfático estará mais ativo e com maior capacidade de resposta durante o pós-operatório imediato.

Curiosidades da Laserterapia em procedimentos Pós-Cirúrgicos

Aplicações:

CIRURGIA PLÁSTICA
        A laserterapia ameniza e/ou previne todas as intercorrências comuns no pós-operatório relacionado às cirurgias plásticas. Dentre elas, o previsível processo inflamatório e o prematuro restabelecimento do equilíbrio das regiões agredidas.
QUELÓIDE
       Ao acelerar o processo de cicatrização, o laser induz um ambiente desfavorável à formação de quelóides. Entretanto, se o quelóide já está formado, uma outra técnica utilizando a laserterapia, denominada, Terapia fotodinâmica tem se mostrado eficiente na maioria dos casos.
DORES
         É um dos grandes benefícios no pós-operatório. A aplicação da laserterapia equivale à ingestão do analgésico Viox. O laser conseguiu resultados satisfatórios no tratamento de algias crônicas, insolúveis à outras terapias.

DRENAGEM LINFÁTICA
        Além de proporcionar os benefícios da massagem manual, ao irradiar o corpo, o laser restabelece a saúde das células.

CICATRIZES
        Quando irradiado pelo laser o reparo das incisões cirúrgicas são visivelmente melhores. O excelente aspecto estético é uma herança incondicional desta terapia. Fatos notoriamente observados nos casos de queimaduras.


Alguns Resultados de Procedimentos Pós-Cirúrgicos Somados a Técnicas de Laserterapia
com atendimento pós-operatório imediato domiciliar


Cliente de 52 anos. Iniciou pós cirúrgico com 48 horas, 3 sessões semanais.
















Cliente de 33 anos. Iniciou pós cirúrgico com 48 horas, 2 sessões semanais.












Cliente de 32 anos. Iniciou pós cirúrgico 5 dias após cirurgia com 2 sessões semanais.



Cliente de 34 anos. Iniciou pós cirúrgico 40 dias após cirurgia com 2 sessões semanais.

Evidências Clínicas dos Efeitos Terapêuticos na Laserterapia ou Fototerapia.
Analgesia. É o mesmo efeito conseguido pela acumputura. São fatores químicos bioativos resultantes da conseqüente ação da luz no processo fotoquímico citado acima, como sobre a histamina, seratonina, prostaglandinas e cininas plasmáticas (bradicinina), que são fatores analgésicos fisiológicos e também a elevação do coeficiente de endorfinas no SNC (Sistema Nervoso Central) demonstrado por Benedicentte em 1982 o que eleva o limiar de excitação dos terminais nociceptores para o bloqueio da resposta dolorosa provocada por diversos agentes. Outra ação analgésica ocorre devido a ação da radiação na troca iônica da Na e K no potencial elétrico da membrana nervosa.
Efeitos antiinflamatórios (Biomodulador) também em conseqüência da modulação das aminas vasoativas como histamina e serotonina na fase imediata, nas cininas na fase precoce e nas prostaglandinas na ação duradoura.
Efeito antiedematoso, pelos fenômenos citados acima, relacionados à microcirculação e à ação fibrinolítica.
Efeito bioestimulador e trófico tecidual, devido ao incremento da produção de ATP, proteínas, estímulo a microcirculação,DF, colágeno, angiogênese, etc.

Enfim, o laser atuará na cicatrização e regeneração de todos os diferentes tecidos do corpo humano, como fibras nervosas, ossos e todos os tecidos moles. A pouco divulgada, a laserterapia de baixa potência está revolucionando os processos terapêuticos em diversas disfunções fisiológicas da saúde, sejam resultantes de intervenções cirúrgicas, sejam de patologias (doenças).

Dentre as fotobiomodulações induzidas pela laserterapia estão:

- acréscimo da microcirculação arterial : Vasodilatação + angiogênese.
- incremento dos fluxos venoso e linfático: Redução de edemas.
- aumento do nr. De leucócitos para fagocitose e interferon (vírus), polimorfonucleares
(detritos).
- ampliação da taxa de divisão celular.
- acerela processo de regeneração epitekial.
- eleva a taxa de produção de colágeno.
- aumenta a circulação periférica e  taxa de cicatrização.
- reduz a formação de quelóides e marcas de cicatrizes.
- estimula o crescimento de pelos e cabelos.
- reduz dores reumáticas e inflamações articulares.
- estimula o Fator de Crescimento (GF).
- elevação do nr. E da atividade dos lisossomos, com ativação da hidrólise que produz a digestaão intracelular e catálise.
- maior captação de uridina, síntese ativa de RNA, e conseqüente estimulação na produção de DNA.
 
OBS: Obviamente, por se tratar de uma “terapia”, tem suas indicações, contra-indicações, cuidados e índices de sucesso.

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